Protestos em várias cidades pedem manutenção de verbas para universidades

Em diversas cidades brasileiras, estudantes, trabalhadores da educação e sindicalistas se mobilizaram nesta quarta-feira(15) para protestar contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e de institutos federais. Convocados por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), os atos também criticam a possibilidade de extinção da vinculação constitucional que assegura recursos para o setor e a proposta de reforma da Previdência.

Segundo a CNTE, foram programados atos nas 27 capitais brasileiras e em várias outras cidades do país entre elas.

CURITIBA, RIO DE JANEIRO, BELO HORIZONTE, PORTO ALEGRE, SALVADOR E BRASÍLIA.

A Manifestações em defesa de recursos para a educação foram convocadas para capitais e grandes cidades em todo o país nesta quarta-feira (15) após o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reduzir o orçamento das universidades federais e bloquear bolsas de pesquisa.

Organizadas por sindicatos de professores e servidores das universidades, os protestos devem ter a adesão de estudantes e também de trabalhadores da educação das redes pública e privada de ensino fundamental e médio. Dezenas de escolas particulares em Curitiba, São Paulo e no Rio de Janeiro e em outros estados planejam aderir  ao protesto.

O principal objetivo da mobilização, segundo os organizadores, foi mostrar à população a importância das universidades no ensino, na pesquisa e na prestação de serviços à sociedade.

As manifestações ocorreram após o anúncio de cortes e bloqueios pelo Ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro. Recursos para todas as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, foram reduzidos ou congelados. A medida inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar.

O bloqueio total de despesas do MEC anunciado até agora é de R$ 7,4 bilhões. Nas universidades federais, chega a R$ 2 bilhões, o que representa 30% da verba discricionária (que não inclui salários, por exemplo). Nesta terça-feira (14), Weintraub disse que não descarta novos bloqueios no orçamento da pasta após previsão de crescimento menor da economia.

Na véspera dos protestos, oposição e centro conseguiram impor uma derrota ao governo e aprovar a convocação de Weintraub para explicar os cortes no plenário da Câmara nesta quarta. Partidos como PP, MDB, PRB, Podemos e PTB votaram favoravelmente à convocação do ministro, foi questionado sobre os bloqueios de verbas do MEC.

Cientistas têm alertado também para o efeito dos contingenciamentos do governo Bolsonaro sobre a pesquisa feita no país.

Os dois principais órgãos que financiam pesquisas no país, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ligada ao Ministério da Educação, foram atingidos.

Mais de 40% do orçamento do Ministério da Ciência foi contingenciado, e quase 3.474 bolsas de mestrado e doutorado da Capes foram cortadas, ou 4% do total de benefícios financiados pelo MEC, que representam gasto de em torno de R$ 50 milhões ao ano.

Em São Paulo, o protesto, marcado para as 14h na avenida Paulista, conta com o apoio da UNE e da Apeoesp, o sindicato dos professores da rede estadual.

A entidade aderiu à greve e diz que espera uma mobilização grande. A secretaria estadual de Educação afirma que a orientação é que as escolas públicas funcionem normalmente. A pasta municipal afirma que não tem informação prévia sobre paralisação de unidades.

Segundo o secretário-geral do sindicato dos professores de escolas particulares da cidade de São Paulo (Sinpro-SP), Walter Alves, a mobilização nos colégios foi bastante variada.

“Alguns vão tirar grupos de representantes para participar dos atos, outros vão conversar com alunos e pais, outros vão suspender as aulas”, diz.

O sindicato orientou os professores a participar das manifestações. “Além da mobilização contra a reforma da Previdência, precisamos defender as instituições públicas de ensino superior e o professor mesmo, que tem sofrido com gravações e ameaças.”

Já os reitores da USP, Unesp e Unicamp criticaram em nota na segunda-feira (13) os cortes de verba das universidades e convocam a comunidade acadêmica a “debater problemas da educação e da ciência”. Os reitores criticam os cortes de verba na área, que chamam de “equívoco estratégico”.

Em Curitiba os estudantes, trabalhadores da educação e sindicalistas se mobilizaram na Praça Santos Andrade  para protestar contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e de institutos federais, em seguida seguiram pela Av Marechal Deodoro até a Praça Ruy Barbosa, depois caminharam pela Rua André de Barros até a Reitoria onde o protesto foi encerrado durante a passeata se ouviam  palavras de ordem.

Segundo organizadores (CWB Resiste) outro ato está programado para dia 23 de maio na capital paranaense e em outras cidades.

Em um ato bastante pacífico que foi acompanhado por policiais do 12º Batalhão da capital, durante o cortejo nenhum fato isolado foi registrado pela PM, tudo aconteceu na maior normalidade

 

 

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