Vítimas do desemprego

Famílias sofrem com a falta de  emprego em Fazenda Rio Grande.

Treze milhões trezentos e vinte e seis mil. Valor alto, né? Pois este é o número de desempregados no Brasil segundo o último levantamento feito pelo IBGE em julho de 2017. Para se ter uma noção, este número é maior do que a população inteira da cidade de São Paulo.

Os habitantes de Fazenda Rio Grande não estão fora desta contagem. Os cidadãos fazendenses sofrem também com a falta de trabalho e famílias vivem em situações precárias.

Há um ano o marido de Juliana está desempregado, vive de bicos que não são suficientes para o sustento da casa e de seus quatro filhos pequenos. Pela falta de dinheiro e com dois meses de aluguéis atrasados os donos do imóvel despejaram a família. Sem ter para onde ir, o desespero tomou conta. “O dono da casa despejou a gente no domingo, colocou todas as minhas coisas na rua, se não fossem os vizinhos, eu estaria na rua”, relata.

Neste mundo na qual a maldade predomina, ainda existem pessoas de boa índole e que têm empatia pelos outros. Vizinhos se sensibilizaram com a situação e conseguiram uma casa provisória, porém, não há instalações elétricas nem de água. Ao anoitecer, as velas ajudam a clarear a casa, e a água? Juliana pega em um balde na casa de vizinhos.

É um caso sério, sua família passa por necessidades e precisa de ajuda, apesar de ser apenas uma das milhares que passam dificuldades e vivem em situação de extrema vulnerabilidade, “a gente ta mais procurando um emprego, tanto eu quanto meu marido. Eu preciso trabalhar. No momento eu não tenho nem como cozinha porque eu não tenho gás”, desabafa.

Às vezes achamos que temos problemas, reclamamos por não poder comprar aquela roupa que queríamos, aquele calçado, ou um celular mais moderno. Mas já parou para pensar que você tem uma casa? Não te falta comida? Tem um emprego e todo mês recebe seu salário?

Nossos problemas são minúsculos comparados ao desta família. Se você se sensibilizou, saiba que pode ajudar. Colaborar com uma mãe que implora por ajuda para que seus filhos não sintam fome. Contribua com a doação de donativos.

Por: Saila Caroline Rodrigues

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